| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Tinamiformes |
| Família: | Tinamidae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | R. rufescens |
A perdiz é uma ave tinamiforme da família Tinamidae. Também conhecida como perdigão (Rio Grande do Sul), napopé e inhambupé (Nordeste).
Seu nome científico significa: do (grego) rhunkhos = bico; e otës = apresentando, característico; e do (latim) rufus = vermelho; rufescens = avermelhado. ⇒ Ave avermelhada e com bico característico.
Mede entre 38 e 42 centímetros de comprimento. O macho pesa entre 700 e 920 gramas e a fêmea, um pouco maior pesa entre 815 e 1040 gramas de peso. É a maior espécie campestre pertencente à família Tinamidae.
A perdiz é um pássaro terrícola, normalmente solitário que voa muito pouco e quando em voo, apresenta um voo curto, pesado e barulhento. A cabeça é coroada com uma pequena crista negra, que sempre é visível. Seus lores são de cor bege e a região auricular é marrom escuro. O pescoço e o peito são de coloração canela mais escuro nas sua porção superior. O ventre é de coloração, castanho claro barrado. O dorso é escuro, fortemente barrado de marrom escuro e bege. As asas são mais claras que o dorso e apresentam listras marrons, cinza e branco. Em voo, notamos que as primárias são de coloração castanha. O bico é longo e ligeiramente curvado para baixo. A mandíbula apresenta a coloração cinza claro e a maxila é esbranquiçada. A íris é verde claro e a pupila é negra. Os tarsos e pés com seus três dedos são de coloração cinza claro.
Não apresenta dimorfismo sexual aparente.
Os juvenis têm uma mistura de cor marrom acinzentado porem mais apagado que a dos indivíduos adultos.
Possui três subespécies reconhecidas:
Blake, (1977) reconhece uma quarta subespécie.
(Blake, (1977); Clements checklist, (2014); Integrated Taxonomic Information System, (2015)).
Alimenta-se buscando o alimento ciscando o solo com suas fortes pernas e utiliza o bico forte para cavar a terra e coletar o alimento que encontra. Sua alimentação consiste principalmente de cupins, gafanhotos e outros insetos, além de sementes, raízes e tubérculos. Ocasionalmente pequenos roedores.
O ninho da perdiz é um buraquinho na terra, formado com palhas secas, feito pelo macho. É o macho também que choca as ninhadas de 3 a 9 ovos de coloração cinzento-escura ao chocolate, e cuida dos filhotes que nascem após cerca de 21 dias.
O período de postura dessas aves vai de setembro a março. Nesta época canta desde o amanhecer, não parando nem mesmo nas horas de sol mais quente. O ninho é feito sob o abrigo de uma touceira de capim. Após a postura a fêmea, piando sempre, sai em busca de outro companheiro para preparar nova ninhada.
O macho é o responsável pela incubação dos ovos.
No sistema de acasalamento em Rhynchotus rufescens tem sido relatado um nítido aumento de reprodução pelo hábito da fêmea em acasalar-se com diferentes machos, sucessivamente, e a aceitação por parte do macho em incubar e cuidar da prole. Esta isenção da incubação e do cuidado da prole permite a fêmea reduzir o tempo necessário entre duas posturas sucessivas, devido à recuperação mais rápida de energias gastas durante um período de reprodução (MENEGHETI & MARQUES, 1981). Ao referir-se a Rhynchotus rufescens, LIEBERMAN (1936) considera a poliandria como uma adaptação eloquente à reprodução rápida num curto período, já que mais de uma fêmea faria postura num mesmo ninho. Assim, mais rapidamente é atingido um número mínimo de ovos normalmente observados nos ninhos. A incubação se iniciaria mais rapidamente e, desta forma, os ninhos ficariam menos expostos a riscos.
Vive nos campos sujos, cerrados, buritizais e caatingas. A Perdiz é mestre em camuflagem. Quando ameaçada pela aproximação de um inimigo, confunde-se com os capins, abaixando-se logo que pressente o perigo. Se o estranho se aproxima mais ainda de seu esconderijo, salta subitamente em voo rápido e barulhento, sumindo lá adiante na vegetação campestre.
Dédalo tinha tanta vaidade com suas realizações, que não tolerava a idéia de um rival. Sua irmã entregou aos seus cuidados um filho, Pérdix, a fim de aprender as artes mecânicas. O jovem era um bom aluno e deu provas de notável habilidade. Caminhando, certa vez, na praia, encontrou uma espinha de peixe. Imitou-a com um pedaço de ferro, que chanfrou na borda, inventando, assim, a serra. Uniu dois pedaços de ferro, prendendo-os na extremidade com um rebite e aguçando as duas outras extremidades, e construiu um compasso. Dédalo teve tanta inveja das invenções do sobrinho que, quando os dois se encontravam juntos, certo dia, no alto de uma torre muito elevada, atirou-o para fora. Minerva, que protege a habilidade, viu-o cair e evitou sua morte, transformando-o numa ave, que recebeu seu nome, a perdiz. Essa ave não constrói seu ninho nas árvores nem voa alto, acomodando-se nas sebes e, lembrando-se da queda, evita os lugares elevados.(Mitologia na História)
Todo o Brasil até o sul do rio Amazonas e também na Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia. Ocorre excepcionalmente na ilha do Marajó, onde deve ter sido introduzida.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: